terça-feira, 15 de novembro de 2011

Francis Bacon

Todos nós sentimos entusiasmo,quando procuramos,embora de maneira modesta, avaliar a grande obra daqueles que classificamos como Iluminados. Falo das criaturas dotadas de Cons­ciência Cósmica. Em cada caso, o nível de manifestação varia – os mais efetivos, bem como os de menor importância.
Através dos tempos, termos diferentes foram criados, significando a mesma coisa: Nirvana, Reino dos Céus, Espírito Santo, Gabriel, Beatrice.
Tudo isto é amplamente explicado pela grande criatura que foi Richard M. Bucke, M.D. (1837-1902), em seu livro Consciência Cósmica, editado em 1901. Quer me parecer que haja motivos para acreditar que Bucke tenha sido um Frater Rosacruz. Talvez ele não o dissesse para não transferir responsabilidades a outrem; é ele quem as assumia sobre si próprio.
Trago o tema da Consciência Cósmica para me referir a Francis Bacon, filósofo da Inglaterra; Lord Chancellor, RX Imperator R+C.
Em outubro de 1980/RC 3333, tivemos a VIII Convenção Nacional, em Curitiba. Pela sequência, foi a nona, se tomarmos em consideração a Convenção Mundial, de 1975. uma palestra sobre a questão Bacon­/Shakespeare.A palestra começou com as seguintes quotations:
1:“There are more things in heaven and earth, Horatio,Than are dreamt of, in your philosophy” 
(Ato I, Cena 5, versos 167 e 168)
“O que há em um nome? O que chamamos como rosa, com outro nome, exalaria o mesmo perfume tão agradável?” “Pois não há nada que seja bom ou mau, mas tão somente em nossa maneira de pensar.”
“O resto é silêncio.”“Palavras, palavras, palavras.”
“Ser ou não ser, eis a questão.”

Francis Bacon é uma das mais extraordinárias criaturas que a humanidade conheceu.Recentemente compilei uma lista de 33 nomes de grandes personalidades, desde Thutmose III até H. Spencer Lewis, num período de 3.500 anos. No meu entender, Bacon ocupa um lugar de destaque.Quem estuda a cronologia da Grande Pirâmide sabe que sua mensagem se destina a esta passagem em que nos encontramos, de Peixes para Aquário. Faço meu pedido para que cada um observe os fatos na vida cotidiana, fazendo suas avaliações e tomando, depois, suas decisões. Digo isto, seguindo a
sugestão de um oficial da Ordem que nos diz que estamos numa fase em que o ser humano não é mais levado pela mão (por estarmos já no começo de Aquário), e deverá, agora, procurar agir, com consciência do que está fazendo.
 Uso a palavra consciência – mais como consciousness,do que como conscience pois, em português, temos uma só palavra para dois conceitos.
A Pirâmide nos indica que os três sistemas da Profecia Messiânica – a Egípcia antiga, a Hebraica e a daPirâmide – nos dão a data de dezembro 1557 como sendo o começo da fase da aceleração para estabelecimento do Reino Messiânico.
David Davidson, um honesto e competente pesquisador da simbologia daPirâmide, nos diz que esta fase que precede o estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra é a que vai de 1557 a 2045 a.D. Convém nos lembrarmos que Spencer Lewis acena com o Crescimento Espiritual do ser humano (evidentemente, alcançado de maneira gradual), conceito que comparo à mensagem de Jesus-o-Messias, quando este nos diz do Filho-do-Homem. Que cada um procure em seu próprio coração o significado esotérico deste termo.  O motivo pelo qual me refiro ao ano 1557 é pela sua proximidade com a data de nascimento de Bacon, em 22 janeiro 1561. Nos registros de nascimento, entretanto, consta o ano de 1560 – antes da mudança que foi feita no calendário por Gregório XIII.
Os nomes de setembro a dezembro são uma evidência de que o ano começava em março, pois a própria Natureza assim no-lo demonstra no mundo físico e no organismo humano.
Francis Bacon, fazendo uso de escrita criptográfica, nos indica que ele não era filho de Nicholas Bacon e Anne Bacon, mas era o produto de casamento morganático da Rainha Elizabeth I com Lord Leicester. Bacon, então, foi enviado para a França, para que lá estudasse. Após o falecimento da Rainha, ele voltou; e Lord Cecil, seu adversário político, o forçou a abdicar em favor de James I.Richard M. Bucke nos diz que Francis Bacon era um homem dotado de Consciência Cósmica.
Eis alguns livros, que nos falam da personalidade de Bacon…
– Exit Shakespeare – Bertram G. Theobald
– Sir Francis Bacon Cipher Story – Dr. Owen
– Enter Francis Bacon – Bertram G. Theobald
– Francis Bacon’s Personal Life-Story – Alfred
Dodd
– Bacon-Shakespeare-Cervantes (FrancisTudor) –
Alfred von Weber-Ebenhof
– Bacon Is Shakespeare – Dr. Speckman
– Bacon Shakespeare and the Rosicrucians –
W. C. F. Wigston
Neste último título, note-se que é um nome duplo; não há vírgula.Speckman nos diz que aqueles que cultivavam as belas letras, não eram tomados em consideração; um homem de posição escrevendo
para o teatro teria perdido sua posição.Ao caminhar, pelo ano de 1960, pela Rua 24 de Maio, em São Paulo, SP, passando em frente ao então existente Teatro Santana, havia uma peça creditada a Carlos Lacerda; ao ver tal nome, fiquei pasmado.
“Como pode um homem público escrever peças teatrais?”E era 1960. Dez anos antes, já era de meu conhecimento que Bacon havia escrito Shakespeare; mesmo assim, fiquei escandalizado! E em pleno século XX!
Imagine-se, então, o que teria sido, no século XVII, se Bacon, Keeper of the Seals,tivesse apresentado suas peças?! E num país tão conservador como o Império Britânico! Usando de criptografia, Bacon nos diz:
“Bacon is a bee who has gathered much honey for posterity.”
Frater Franz Wittemans, historiador, nos diz que, com as peças shakespeareanas, Bacon foi, de fato, “uma abelha que juntou muito mel para a posteridade”, pois, enquanto apenas um número pequeno de pessoas poderiam ter sido beneficiadas pelos seus trabalhos filosóficos, que ele assinava com seu próprio nome, usando, por outro lado, o pseudônimo, influenciou milhões de pessoas, levando-as a altas concepções espirituais.Ele próprio, porém, indicou a chave para
que se descobrisse o verdadeiro autor das peças, bem como muitos segredos de sua vida. É claro, entretanto, que ele não poderia ter colocado chaves óbvias, pois não era aconselhável que o segredo fosse revelado enquanto ele vivesse.
Bacon, ao escrever sobre astronomia, usava o pseudônimo Gustavus Selenus, cujo significado é
“habitante da lua”. Usava o pseudô-nimo Christopher Marlowe. Vejo Christopher– aquele que transporta o Espírito Crístico, vejo Lowe, que nos faz pensar em Love – de RA e MA. É uma hipótese que tenha sido este seu propósito.
Pierre Henrion, pesquisador francês, nos diz: Existe uma única possibilidade entre 500.000.000.000 de chances que Shakespeare
Bacon não seja BACON. Henrion diz: “Bacon, chefe da fraternidade Shake-spear...”, isto é, a fraternidade que ande brande a lança. É alusão à Minerva, a mitológica musa de Bacon (veja na mitologia quem é “Miner va”).Além dos pseudônimos Marlowe e Selenus, ele usou os seguintes:
Immerito Ignoto, Lyly, Warlser, Kyd, Nash,Robert Burton, Barclay, Robert Greene, John
Selden, John Evelyn, Samuel Pepys, Edmund Spenser, Thomas Brown, Thomas Fuller, Izaak Walton.
Bucke diz, de maneira clara, que The Cosmic Sense produced the plays;
Ele também nos diz que uma pessoa normal usa, em média, 3.000 palavras, enquanto um erudito usava 7.000 palavras. E“Shakespeare”  usava  11.000 palavras!
Em Bucke, encontramos ainda esta análise:
1. O vocabulário de Bacon e o de “Shakespeare” é similar em 98,5% de identidade.
2. Ambos usam as mesmas metáforas, as mesmas comparações (considerando-se que estas são, em
grande parte, novas em ambos).
3. O grande número de novas palavras e de palavras com novos significados encontradas nas
peças shakespeareanas e na prosa de Bacon, não podem ser o produto de mera coincidência.
4. Liam os mesmos livros; os livros favoritos de um eram os favoritos do outro.
5. Se for verdade que tenham existido dois homens, foram os dois maiores homens
no mundo da literatura, na época.
Durante 30 anos, viveram juntos numa cidade com uma população de 160.000 habitantes; nada existe que comprove que jamais se tenham encontrado, nem há evidência que um tenha sabido da existência do outro. Aquele tido geralmente como de menor importância – Francis Bacon – deixou atrás de si uma grande evidência de sua atividade literária, em forma de manuscritos, cartas enviadas e cartas recebidas. 
“Shakespeare” – considerado geralmente o maior entre os dois – nada deixou: nenhum
manuscrito, nenhuma carta. Um frater, quando de minha palestra aludida, perguntou se o nome “William” não poderia ter sido escolhido, por incluir “I am”. Disse a ele que isto pode ser verdade. E comentei assim: “William” pode indicar “Well, I am...”.
 Isto nos parece sugerir o início de algo – para nos fazer pensar – assim como acontece, em outra oportunidade, no seu uso da palavra Honorificabilitudino (obviamente, esta palavra não existe; é um anagrama: Initio hi ludi Fr Bacono –
No começo estas peças, de Fr Bacon).Este “Well, I am...”  poderá sugerir “Bem, eu sou...  Bacon; não sou Shakespeare”.
Outra coisa que descobrimos, mas é de se supor que outros também o tenham descoberto, é o engano: The Taming of the Shrew(A Domação da Megera.), Ato III, Cena I. Eis aqui outro erro no mundo teatral de hoje: ao invés de dizer “A Megera Domada”, o certo é “A Domação da Megera”. A “Megera” vai sendo domada, aos poucos; ela não está “domada”, desde o início.Como compreender Francis Bacon? Ele é fora de qualquer série! Ele sempre esteve cercado Foi obrigado a escrever criptograficamente Esteve sempre numa “camisa-de-força”, pelo próprio cargo que ele tinha. Os idealistas sempre têm que se defrontar com os que conquistaram privilégios e o fizeram de maneira irregular.
Anteriormente à sua encarnação como Bacon, ele falava espanhol. Como Bacon, pensava em latim. Onde estaria ele hoje? Fazendo o que? Ele deve estar trabalhando para todos. Quando pudermos, dediquemos omentos a ele.E para encerrar minha palestra, alinhei seus EMPREENDIMENTOS:
1. Ele influenciou construtivamente a política da Inglaterra, a maior potência mundial, na época para ajudar a construir um governo melhor e promover bons costumes.
2. Escreveu seus trabalhos filosóficos, assinando-os com seu nome.
3. Revisou, em 1611, a linguagem da Bíblia, para que pudesse ser entendida no idioma
da época.
4. Através das peças, influenciou milhões (até hoje), levando-as a altas concepções espirituais.
5. Como Imperator da Ordem, seu trabalho é por nós muito conhecido.
6. Influenciou positivamente a cultura dos povos de idioma inglês através de “Shakespeare” e
de idioma espanhol através de “Cervantes”, tendo-se a considerar que estes dois autores vieram a falecer no mesmo dia – em 23 abril 1616 – o que nos deixa pensando, pois é data que pode ser fictícia, e nos parece ocultar uma mensagem, para os iniciados.
Há mais Empreendimentos, sempre construtivos.
Como todos os grandes Iluminados, ele teve que fazer de maneira cuidadosa. Seus efeitos positivos se fazem sentir até hoje. De seus Essays, lembremo-nos de três de seus pensamentos:
“É um estranho desejo o de procurar o poder e perder a liberdade; ou procurar o poder sobre os outros e perder o comando sobre si mesmo”.
“Na prosperidade, mais facilmente encontramos o vício; na adversidade, mais facilmente
encontramos a virtude”.

“A Natureza somente poderá ser comandada, quando utilizarmos suas próprias leis.”
Nenhuma criatura pode duvidar do absoluto candor e total honestidade de Bacon, quando nos diz “I have (though in a despised weed) procured the good of all men.”– que trago ao português, assim: “Suscitei (embora numa roupagem modesta) o bem de todos os seres humanos”. Assim de grandes personalidades como a de Francis Bacon podemos esperar  somente grandes exemplos, para o bem de todos.
Nota: 1. A primeira “quotation” – aqui escrita em inglês – foi, na Convenção, entretanto, pronunciada, por mim, em português; neste momento, a escrevo em inglês, para marcar o fato que, em nosso país (mas fora da Ordem), se veiculou um erro, que vem sendo repetido nos meios teatrais.
Eis agora a correção: Bacon não disse “vain philosophy”. Disse “your philosophy”. A palavra “vã” não existe no original. Foi adicionada depois, indevidamente

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